quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Entrevista com Rafael Lusvarghi

Lusvarghi e seu Mjölnir


Como tu conheceu o Ásatrú?

R.Lusvarghi: Foi transmitido através de familiares já pagãos de berço


Qual é o momento mais tenso no front?

R.Lusvarghi: Quando ta frio, muito frio (-40), não tem nada mais tenso que ficar dias e dias exposto aos elementos numa temperatura dessas

Como são seus dias na guerra?

R.Lusvarghi: Basicamente no front é esperar pelas ordens e cumprir elas, sentinela, paciência, dormir equipado (coturno, bota, arma)... dormir, haha, fechar os olhos e congelar até os ossos, cabelos, dignidade, alma haha. Bombardeios contantes, tanto nosso quanto do inimigo, especialmente agora na batalha de Debaltseve que estive por uma semana a avançar, limpar território, segurar contra ataques inimigos, por vezes devolver posições tomadas... no front nao podemos consumir álcool e isso é um grande motivo de tristeza, mas podemos comer carnes exóticas haha

Quando tu voltar pro Brasil,pretende participar de outras gueras?

R.Lusvarghi: Eu não tenho planos para o futuro, mas sim, há possibilidades e convites para participar de outras guerras. nessa participo por amor a Rússia e pra honrar aos Deuses. nas próximas, se guerrear, serei como mercenário mesmo, e claro, honrar aos Deuses também.

Qual seu real ideal?

R.Lusvarghi: não carrego caixão de ninguém. Stalinismo, Nacional-Socialismo, Nacional-Bolchevismo... Tenho minhas próprias convicções, não sou formador de opinião, não adianta tentar me rotular pra só depois me entender, isso será em vão. E como um bom lobo, não me preocupo com a opinião de ovelhas. aliás, a unica opinião que me importa é da minha Mãe e do meu Pai, e mesmo assim no fim faço as coisas à minha maneira sem me importar com o que pensam,sem se importar com as consequências. A unica bandeira, em questão de idéias, que levanto e defendo a unhas e dentes, é da minha fé odinista/asatruar - que pra ser bem sincero também não gosto de dar nome. Nossos ancestrais não tinham nome pra ela. Eles seguiam os Deuses e pronto. Esse lance de rótulo é coisa de cristão e outros abrahamicos. Mas só pra causar, tem sim muita coisa de Hitler que eu curto, como tem de Stalin, como tem de Marx, como tem do Bolsonaro. Nao quer dizer que concordo com tudo. Ainda em politica, tem 3 grupos que simpatizo hoje e no qual milito, são os Duguinistas, Evolianos e Eurasianos.

O que pretende fazer quando voltar ao Brasil?

R.Lusvarghi: Bom, vou visitar meus familiares e amigos, ir num bom churrasco gaúcho, tomar um caldo de cana, e comer comida tipica do norte e nordeste. Isso já me prometi, depois disso feito, as pessoas que querem me conhecer, que tem me escrito no face que adorariam me encontrar, haha, a gente combina.

Como é lutar contra os soldados Ucranianos?

R.Lusvarghi: Os soldados ucranianos são valorosos e valentes, com grande disciplina e bravura, normalmente lutam até os últimos homens, mesmo quando as posições deles já não tem esperança de vitória, raramente entregam ou se rendem, fazem prova de também terem sangue eslavo! É uma grande honra lutar contra tais adversários, apesar de ao mesmo tempo perceber que é uma guerra entre irmãos, e nosso verdadeiro inimigo está na União Europeia e EUA.

Qual a sua visão sobre os deuses nórdicos?sobre Valhalla e sobre as runas?

R.Lusvarghi: Pra mim é real e indiscutível! Respeito e os honro através dos meus atos, espero ir ao Valhalla, mas sei que Freya escolhe primeiro... não que ficar no hall dela seria ruim, afinal, todos sabemos quais os atributos dessa Deusa. Quanto a runas e magias, eu acredito mas não me envolvo. Um dos meus irmãos e minha mãe tem bastante contato com isso em compensação. Eu sigo ao pé da letra as 9 virtudes asatruares, acho que também vale dizer isso.

Quais são as 3 personalidades que são mais inspiradoras pra você?

R.Lusvarghi: Se refere a Deuses ou a pessoas? Deuses, primeiro Tyr, depois Odin e Hemdall, Tyr sempre. Me identifico demais com ele. Agora pessoas.... vou responder sem pensar e dizer os primeiros três nomes que vem na minha cabeça: Leonidas, Agis III (também rei de Esparta), e lógico, o Berserker-sem-nome que segurou sózinho os ingleses na ponte de Stanford, em 1066. Vai parecer infantil mas, eu gostaria de sitar Kratos também, como espirito de força na fé grega, e como o personagem do video-game God of War, A história é incrível, a determinação dele também. O exemplo de força, de perseverança, de não se render, buscar seus objetivos não importando os obstáculos, é notável.

O que te motiva a não desistir da batalha?

R.Lusvarghi: Em primeiro lugar, eu nunca desisto e eu tenho uma reputação a zelar haha. Também, o amor pelo povo daqui, as pessoas com quem luto já a 5 meses são realmente uma família pra mim, especialmente meu comandante Pasha, codenome Fidel (pois serviu em Cuba durante o tempo da URSS) que é como um pai pra mim. E claro, pois sei que a vitória será nossa, e mesmo que eu não a veja daqui de Midgard, a verei de Asgard, em um dos 2 grandes halls, e direi ''haha, eu avisei!''

Lusvarghi e seu comandante Pasha(Fidel)

"Quando ta frio, muito frio (-40)"



O "berseker" brasileiro.

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